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Flor de Pitangueira
ParticipantePara a Lótus, ofereço uma canção que é um afago: ‘Velha Infância’, dos Tribalistas.
A frase “a infância é o chão que se pisa a vida toda” ressoa fundo em mim. Quando a vontade de se jogar no chão supera a de resolver um problema, talvez seja a nossa criança, com suas questões não elaboradas, pedindo escuta.
Que esta canção sirva como uma ponte para esse diálogo. Um convite para ressignificar a letra e o afeto que ela carrega.
Experimente ouvi-la como se a sua versão adulta cantasse para a sua versão criança. Que ‘meu melhor amigo é o meu amor’ se torne um ato simbólico: a adulta de hoje sendo a aliada e o amor que acolhe a sua própria história.
Flor de Pitangueira
ParticipantePara a Dama da Noite o que trago hoje foi, por muito tempo, uma oração para mim. A frase “eu sou meu próprio lar” sempre me pareceu um mantra de força.
Construir esse lar interno, para mim, passa por questionar os estereótipos que nos deram como mulheres. E isso me leva à pergunta central: dentro desse meu lar, quem sou eu de verdade?
Essa questão ecoou forte quando ouvi na nossa partilha a frase ‘eu não sou vítima’. Lembrei imediatamente do seguinte trecho:“Eu não me vejo na palavra
Fêmea, alvo de caça
Conformada vítima”Não somos isso. Existe em nós uma chama, uma força que se recusa a ser a vítima conformada. Uma força que nos impulsiona a:
“Queimar o mapa
Traçar de novo a estrada
Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar”Que possamos, juntas, reinventar nossas estradas e voar.
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